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Indústria portuguesa é a indústria que gera menos valor com alta tecnologia na UE

Julho 5, 2022

A indústria portuguesa é a indústria que gera menos valor com alta tecnologia na União Europeia, de acordo com um relatório divulgado pelo gabinete de estatísticas da UE.

Segundo dados do Eurostat que analisou áreas de fabrico consideradas indústria de alta tecnologia, como artigos farmacêuticos, aparelhos para setores da aviação/espacial e máquinas relacionadas ou produtos óticos, de eletrónica e computadores.

Segundo o relatório, Portugal tem a indústria em que estes setores de alta tecnologia menos geram valor (4,7%) no total do valor acrescentado por empresas de base industrial.

A média da União Europeia está na ordem dos 15%, no entanto a maior parte dos países tem uma quota abaixo dos 10%, com Bélgica (24,5%) e França (18%) a registar as maiores quotas.

As receitas geradas pelo fabrico dos produtos de alta tecnologia indicados foram de 310,7 mil milhões de euros em 2020. Destacam-se as vendas de artigos farmacêuticos (31,5%) e de eletrónica e telecomunicações (21,5%).

Por seu lado o armamento tem uma importância de 1,1% na produção de alta tecnologia nos países da União Europeia.

Quanto aos serviços, Portugal destaca-se nos ramos de alimentação e bebidas, com uma quota de 10,6%. Esta quota está acima da média da UE (6,2%) e à frente de países como Espanha, Itália e Chipre.

Existem comparações históricas com produção industrial em 2005. No agregado a percentagem aumento em 9,1%, impulsionada pela Irlanda, Polónia ou Eslováquia. Mas diminuiu em 9 países, em que Portugal se inclui com uma quebra de -18,9%.

Relativamente à evolução dos preços de produção na indústria durante o período em análise, Portugal está abaixo da média (28,6%), com cerca de 20% de crescimento. Afigura-se assim como o 6º país da UE que em 15 anos progrediu neste índice.

Portugal foi também mencionado face aos seus registos negativos no setor da construção. A produção neste setor está 66% abaixo dos níveis de 2005. Apenas a Grécia (-83%) e tem um registo pior.

O relatório em questão retrata também a demografia do tecido empresarial. Portugal teve em 2019 uma taxa de nascimento empresarial de 15,8%, apenas superado pela Lituânia (19,4%).

Por outro lado, Portugal (com 12%) está acima da média da UE (8,3%) no que diz respeito à taxa de mortalidade de empresas. A taxa de sobrevivência a 5 anos das empresas nascidas em 2014 era de 45%.

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