O IFIC vai ser reforçado em 617 milhões de euros pelo Banco de Fomento devido à reprogramação do PRR. Parte desse reforço será dedicado à linha IA nas PME, com uma dotação original de 100 milhões de euros, depois do sucesso na procura pelas PME.
A informação foi adiantada pelo ministro Castro Almeida, que indicou que existiram candidaturas de 850 milhões para 100 milhões de euros, o que significa que a procura superou a oferta em 8 vezes. Registaram-se 3805 candidaturas ao aviso e, para aproveitar a procura das empresas portuguesas por IA, será posto “mais dinheiro na inteligência artificial” com os 617 milhões a acrescentar ao IFIC (não exclusivamente à linha IA nas PME).
O Governo está a organizar uma missão muito alargada de apoio às PME para difundir a inteligência artificial, em conjunto com o IAPMEI, CIP, universidades e centros de investigação. Esta missão tem como objetivo impedir que as empresas portuguesas não acompanhem a adoção da IA nos seus processos e métodos de produção.
Castro Almeida indica que irão “organizar ações dirigidas aos diferentes clusters para mostrar potencialidades que as empresas têm no uso da IA”. Considera também que existem projetos suficientes para aumentar a dotação do IFIC para 932 milhões de euros.
“Vamos organizar ações dirigidas aos diferentes clusters para mostrar potencialidades que as empresas têm no uso da inteligência artificial. A CIP vai ajudar-nos, vai participar nessa missão, mas vamos também usar as universidades, os centros de investigação para fazer a divulgação.” Indica o ministro.
Ainda foi apontado o alerta para um problema que sempre apontou ao PRR, cujo “excesso” de fundos canalizados para o estado, em detrimento dos fundos canalizados para as empresas eram um pecado. Portugal estaria a desperdiçar uma oportunidade de crescimento, principalmente em regiões como Lisboa e Algarve, que têm menor elegibilidade nos fundos comunitários.
“Mesmo que colocássemos os 22 mil milhões do PRR apenas em Lisboa, havia onde gastar. O problema não é falta de infraestruturas, é falta de rendimentos”, afirmou, adiantando que os salários e pensões continuam baixos e o crescimento económico “só se faz com despesa”.
O governante considera que o Governo cometeu um erro ao privilegiar o investimento público, quando deveria ter apostado no reforço da competitividade e inovação empresarial. A preocupação atual reside na execução das obras, com algum receio sobre a capacidade das empresas de construção cumprirem os calendários PRR e Portugal 2030.





