De acordo com um estudo da Sovos Saphety, apenas 45% das PME em Portugal tem sistemas de faturação eletrónica. Tal valor representa que o papel continua a valer 65% das faturas emitidas no país, pelo que 35% aproximadamente são emitidas em formato digital (PDF).
O estudo “Faturas em Papel e Eletrónicas” indica que “apenas 45% das PME em Portugal dispõem de uma solução de faturação eletrónica e que o papel continua a representar 65% das faturas emitidas.
Esta realidade demonstra que a transição digital no tecido empresarial em Portugal continua a enfrentar desafios culturais e tecnológicos, nomeadamente os atrasos na implementação de sistemas de faturação eletrónica. No entanto, a digitalização fiscal é inevitável e a mesma já foi introduzida no setor público, o que representa uma mudança de perspetiva para a economia nacional.
Rui Fontoura indica que “a digitalização não é apenas uma exigência regulatória, é um fator de competitividade. A faturação eletrónica e a Inteligência Artificial permitem às empresas aumentar a eficiência, reduzir erros e tomar decisões baseadas em dados. É fundamental que as PME compreendam o potencial estratégico desta transformação”.
O adiamento da aposta da faturação eletrónica nas PME pode também estar relacionado com os custos de adoção da mesma entre as empresas de menor dimensão (pequenas empresas e microempresas). Luís Miguel Ribeiro indicou que “a faturação eletrónica para as micro e PME vai, seguramente, obrigar ao investimento em novos softwaresou ao desenvolvimento dos que já existem, a gastos acrescidos com o suporte técnico e à formação dos colaboradores, de forma a respeitar os requisitos legais”.





